
Nesta quinta-feira (5/9), o Distrito Federal amanheceu sob um céu tomado por fumaça, cenário observado por moradores de várias regiões administrativas. A fumaça é consequência de um longo período de estiagem e dos múltiplos focos de incêndios em vegetação que atingem o DF e áreas do Entorno.
Por: Julia Garcia

O DF enfrenta 135 dias sem chuvas, e a previsão é de que a seca se prolongue até o final de setembro.
De acordo com Heráclio Alves, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a névoa seca que tem se espalhado pela região é resultado dos incêndios florestais, combinados com a fraca movimentação dos ventos, a baixa umidade e a estiagem.
Para esta quinta-feira, a previsão indica que a umidade relativa do ar variará entre 10% e 75%, enquanto a temperatura máxima pode alcançar 34°C durante as horas mais quentes do dia.
Recentemente, foi divulgado que setembro será ainda mais seco do que agosto. Na última terça-feira (3/9), a estação meteorológica de Ponte Alta, no Gama, registrou uma umidade mínima histórica de 7%. Esse índice extremo ocorreu entre 13h e 16h, com uma leve recuperação da umidade ao anoitecer.
Atualmente, o DF está em alerta amarelo devido ao potencial risco de incêndios florestais e à piora da qualidade do ar, o que também pode afetar a saúde da população.
Brasília enfrenta 135 dias sem chuvas e alerta de baixa umidade
A capital federal está há 135 dias sem registrar chuvas significativas. A última precipitação ocorreu em 23 de abril, quando foram registrados 16,6 milímetros de chuva. No dia seguinte, uma pequena área do Distrito Federal recebeu 0,6 milímetros de precipitação, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Diante desse cenário, o Inmet emitiu um alerta vermelho para o DF devido à baixa umidade do ar, com níveis abaixo de 12%, classificando a situação como de “grande perigo”. Esse quadro eleva o risco de incêndios florestais e pode causar impactos à saúde, como problemas respiratórios e dores de cabeça.
A Estação Meteorológica do Gama, uma das regiões administrativas do DF, também registrou níveis críticos de umidade, reforçando a gravidade da seca prolongada na região.