Ministro Silvio Almeida é acusado de assédio sexual por 14 mulheres, incluindo Anielle Franco

Silvio Almeida e Anielle Franco

Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos no governo Lula, enfrenta acusações de assédio sexual feitas por 14 mulheres, incluindo a ministra Anielle Franco.

O caso foi divulgado pela organização Me Too Brasil e está sendo investigado pelo governo e pela Comissão de Ética Pública.

Por: Julia Garcia em 06/09/2024

Ministro Silvio Almeida e Ministra Anielle Franco
O ministro Silvio Almeida em uma conferência em Salvador, na semana passada.

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, está no centro de uma polêmica após ser acusado de assédio sexual por 14 mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

As denúncias foram divulgadas na quinta-feira (5/9) pela organização Me Too Brasil e repercutiram amplamente após serem reveladas pelo portal Metrópoles.

Silvio Almeida, que ocupa um cargo estratégico no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nega todas as acusações. Por outro lado, Anielle Franco, procurada por diversos veículos de comunicação, preferiu não comentar o caso, mas também não negou as denúncias.

O presidente Lula já se manifestou sobre o assunto, afirmando que se reunirá com Almeida e Anielle para discutir o caso e tomar uma decisão. “Alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”, declarou o presidente, sinalizando uma postura rígida em relação às acusações.

A Comissão de Ética Pública, formada por sete integrantes, também convocou uma reunião extraordinária para debater o caso e deliberou pela convocação de Silvio Almeida para prestar esclarecimentos. A comissão tem a função de assessorar o presidente e os ministros em questões de ética e conduta.

Carreira e papel no governo

Silvio Almeida é uma figura proeminente no pensamento antirracista no Brasil. Advogado, jurista e filósofo, ele colaborou com a equipe de transição do governo Lula antes mesmo de assumir o cargo de ministro dos Direitos Humanos, em dezembro de 2022.

A criação do ministério, desmembrado do antigo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foi parte da estratégia do governo para fortalecer pautas relacionadas aos direitos de mulheres, negros, indígenas e pessoas com deficiência.

A escolha de Almeida para o ministério foi amplamente celebrada entre os eleitores progressistas do presidente Lula, devido ao seu histórico de defesa dos direitos humanos e seu papel no debate público sobre racismo estrutural.

Antes de entrar para o governo, Almeida presidiu o Instituto Luiz Gama e foi professor em diversas universidades renomadas, incluindo a USP, Mackenzie e Columbia University.

Ele também é autor de obras importantes como Racismo Estrutural e Sartre – direito e política, que contribuíram para sua notoriedade como intelectual e ativista.

Investigação e futuro no governo

As acusações contra Silvio Almeida colocam em xeque sua continuidade no governo e levantam questões sobre a postura do governo Lula diante de casos de assédio sexual.

A reunião entre o presidente, os ministros envolvidos e a Comissão de Ética será crucial para determinar os próximos passos.

Enquanto isso, a sociedade aguarda o desenrolar das investigações e possíveis medidas que serão tomadas pelo governo em resposta às graves acusações.

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